É difícil colocar uma revista online no ar.
O primeiro desafio – e o mais importante de todos, creio – foi o de todos os sete aceitarem e assimilarem que a ideia surgida numa conversa durante uma aula de radiojornalismo em plena segundona ia mesmo para frente, que não seria só uma brincadeira e que iria durar mais que nosso período de faculdade.
Grandes sonhos, grandes trabalheiras (eu, poeta).
Aí vinha o nome. As possibilidades:
POÁ – o Eliseu tentou disfarçar falando que tinha sugerido esse nome só porque era sonoro e não porque ele mora lá. Aham, sei. Mas a Ana foi categórica: “Ah não! Lembra barulho de pipoca estourando. Poá, poá, poá...” [mãos imitando estouros].
PONTO FINAL – muito impositivo.
SETE BOTÕES – muito pop arte.
LADO A LADO – muito banal.
NEO – muito Matrix.
EM FOCO – muito hard news.
DOIS PONTOS – tcharam! Esse era o nome perfeito: lembrava diálogo, comunicação, entrevistas, pluralidade. Fizemos logo, missão, organização da marca, planejamento editorial, material publicitário, trocadilhos! Mas... já tinha o registro desse nome, o domínio não ia rolar, poderíamos ser presos, blá blá blá.
Eis que surgiu SETE FIOS [música de triunfo]!
O nome é fruto de mil elucubrações filosóficas-teóricas-profundas sobre as relações entre fio, tecido, trama, texto... E também é resultado do fato de podermos reaproveitar alguns conceitos pensados para o antigo nome, das mil possibilidades de design e de brincadeiras com nome e, logicamente, do número cabalístico de integrantes da equipe.
Nós gostamos. Já ouvimos que parece nome de tecelagem ou de terreiro de candomblé (“Ô fio, traz o dendê pra mainha”). Mas tudo bem, assim fica mais divertido!
Sobre os trocadilhos... O Eliseu continua a não dar ponto sem nó. E eu, metida, passei de ponto da amizade para fio da amizade.
Depois conto mais sobre os quase três meses de preparação da revista.
Carla
sábado, 21 de novembro de 2009
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