segunda-feira, 23 de novembro de 2009

O que faz cada um de nós um fio?

Não, não é um segundo texto de apresentação dos membros da revista ou da própria. É a tentativa de contar um pouco mais do que é produzir essa revista, do que é fazer parte dessa equipe de sete estudantes de jornalismo que simplesmente bolam um projeto de um veículo informativo na internet.

Para ser um fio, antes de mais nada, você precisa ser um pouco viciado em prazos. Sim, todos os sete são loucos por uma data em que olhamos e falamos: até aqui preciso fazer tal coisa. Da agenda personalizada da Stephany, à memória-calendário do Eliseu (tente perguntar a ele qualquer dia da nossa programação...). Do declarado vício por datas da Carla à pressão que sinto (e quem não sente?) quando um prazo se aproxima e faz com que as tarefas sejam executadas. Enfim, todos nós temos certa fixação com datas, prazos e temos um calendário pendurado nos espelhos dos nossos banheiros, no armário da faculdade, no guarda-roupa...

Depois, para ser um fio, precisamos ser desapegados às nossas produções. Claro que o ego de cada um de ter uma matéria publicada ou uma entrevista marcada, tem, sim, o seu espaço, mas nunca fica mais evidente que a nossa vontade (como um grupo) de ajudar a contar uma boa história, mesmo que com o nome de outro fio.

Para ser um fio é preciso, também, não ter medo de desafios. Parece um clichê enorme, mas não tem como ser diferente. Em nossa primeira edição já colocamos no ar uma entrevista com um ator renomado e um perfil com um estilista prestigiado no mundo da moda, além de mostrarmos um palhaço além de sua maquiagem e seu nariz vermelho. São desafios que enfrentamos desde a elaboração da pauta, passando por contatos com assessores ou empresários não muito organizados, e transformamos em histórias para nossos leitores.

O que mais é ser um fio? Cada um de nós tem uma resposta. Mas ela com certeza ganhará novos significados, novas considerações, com as produções que faremos. Com elas, descobriremos mais o que é fazer parte dessa revista. E, claro, trabalharemos sempre com o nosso calendário do lado, em um grupo, e tentando vencer desafios impostos pela pauta e sua execução.

Raphael Florencio

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