sábado, 30 de janeiro de 2010

Perdidos 2 (ou experiência quase morte)

Era uma vez (e essa vez foi em uma sexta-feira, dia 03/12) duas meninas um tanto inábeis para o manejo de equipamentos de filmagens que foram gravar uma reportagem para essa querida revista e correram um grande perigo de vida. As meninas: Carla (eu) e Mari. A reportagem: depoimentos de colecionadores que foram ao ar só em janeiro. O grande perigo de vida: um carro doido em uma rua deserta.

Vou contar como se sucedeu o acontecido. Saímos atrasadas da USP, onde nos encontramos. Eram 9 horas da manhã, mais ou menos. Estava um sol de matar, fomos até o trem da CPTM, trocamos de linha, descemos na estação Domingo de Moraes, fomos andando até a residência dos entrevistados. E foi no curto trajeto entre o trem e a casa que a experiência de quase morte aconteceu.

Já começou que a gente se perdeu. Segundo a nossa entrevistada, a casa dela ficava a três quadras da estação. Nós não sabíamos exatamente para que lado tínhamos que ir, por isso pedimos informação para um funcionário da CPTM. Ele também não pareceu saber muito bem do que estava falando, então, demos uma mudadinha do caminho indicado por ele. Resultado: demos a maior volta do mundo – andamos até um cruzamento a umas cinco quadras da estação por uma rua deserta, subimos mais duas quadras para achar a rua certa e descemos tuuudo de novo até achar o número (era só termos subido três quadras, a casa era no comecinho da rua, na esquina).

E foi na fatídica rua deserta (toda residencial, com casinhas parecidas e árvores floridas) que pegamos por engano que aconteceu... Ele, o carro preto, surgiu. Estava ziguezagueando. “Olha, Mari, que doido”. Ele vinha da curva no final da rua. Estávamos andando pelo canto da rua, porque a calçada estava tomada por mato. “Ele não está diminuindo, Carla”. Ele vinha sambando, fazendo curvas absurdas. O motorista, um garoto, nos viu. Nós pulamos para a calçada. “Ai, meu Deus!”. Ele veio na nossa direção, fazendo curvas propositais. Devia estar bêbado ou dando uma de gostosão. “Carla, o carro, o carro”. Tínhamos certeza que ele ia jogar o carro em cima da gente. “Por que ele está fazendo isso?” “Ele não está parando!” “Meu Deus!” Mas não, ele passou pela gente e continuou sambalançando o carro perigosamente por aí.

Resumindo o resto: chegamos atrasadas e suadas no local da entrevista. Fomos bem recebidas, conseguimos usar a câmera direitinho, pegamos bons depoimentos, fizemos boas imagens e, o melhor, não quebramos nada das coleções.

Moral da história: acredite nas informações do funcionário da CPTM ou compre um carro.

Carla Peralva

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