sábado, 17 de julho de 2010

Fio desconectado. Mas ainda somos Sete...

Caros leitores, até mais. Estou de saída da Sete Fios. O que me impulsionou não foi uma briga com nenhum dos membros (incrível como todos se dão bem, e continuaremos assim), não foi uma discordância sobre os rumos da Revista, não foi uma questão de ego ou inveja dos meus colegas (de profissão e publicação) e amigos (de vida pessoal).

Com certeza todo mundo já ouviu falar que, algumas vezes na nossa vida, “mudamos prioridades e buscamos novos desafios”. Se eu soubesse quem foi o autor da frase, caberia uma referência. Mas como não sei, fica a citação por ela mesma, explicando minha saída.

A frase explica, também, meu estado de espírito ao decidir encarar o projeto da Sete Fios com Ana, Carla, Eliseu, Mariane, Stephany e Tainara. Buscava fazer algo fora da faculdade que me tornasse mais maduro no jornalismo e me fizesse crescer como pessoa. Aconteceu. A Revista está aí, criada, consolidada e, acima de tudo, ambiciosa (no bom sentido do termo). Saio com a sensação de que poderia ter feito mais, mas satisfeito com aquilo que fiz.

Em meu primeiro post deste blog, disse que cada membro da Sete Fios descobriria mais significados sobre o que é ser um fio durante a consolidação da publicação. Com o pouco (mas marcante) tempo que pertenci à Revista, descobri que a essência de um fio está em ter essa ambição, esse espírito de conhecer coisas novas e ir atrás de uma boa história, seja ela contada por um ator global, um colecionador de latinhas de cerveja ou um funcionário de um estádio de futebol. E também em ter uma liberdade editorial (tanto para pautas, como para críticas ao trabalho dos colegas) invejável a qualquer veículo de comunicação.

Eu fico por aqui, agradecendo publicamente aos meus amigos que me deram a oportunidade de participar do projeto que, com certeza, me engrandeceu e me ensinou muito. E aos leitores que acompanham a publicação. Os Sete Fios, agora, se reduzem a seis, que tocarão o projeto com muita vontade de produzir um conteúdo diferenciado e de qualidade para seu público. A Revista continua com o mesmo nome e, mais que isso, com o mesmo espírito. Acompanhemos, leitores! Os meninos (O menino, só sobrou o Eliseu) e as meninas têm competência e qualidade e muito conteúdo interessante ainda virá! Obrigado e vida longa à Sete Fios!

Por Raphael Florencio